Deusa Brigit

3:33 PM


                                                 
                                                  


Brigit, conhecida também por Bride, Brigída, Bridey ou Brighd é uma deusa do panteão celta, sendo uma das Deusas mais cultuadas em toda a história da Irlanda. 
Brigit, é a Deusa dos ferreiros, dos artistas e das artes da cura. Sendo uma Deusa solar, ela é padroeira do fogo e de tudo que envolva Inspiração e Artes. É uma Deusa tríplice, tendo três faces, a poetisa, a médica e a ferreira. 

Brighid é filha de Dagda,o Bom Deus, pertencendo assim, aos Tuatha De Danann. Dagda é o líder e o Grande Pai conhecido como o Poderoso do Conhecimento. Um rei da sabedoria Dagda é a Boa Mão, um mestre da vida e da morte, e aquele que traz prosperidade e abundância. Gêmeo de Sucellos como o regente da luz durante a metade do ano. O poder e o conhecimento de Dagda é dado por um sopro, chamado "AWEN" através de um beijo no escolhido como sucessor para Chefe Trovador dos Duidas. O "AWEN" é o sopro de Deus (Dagda) que guia e instrui, tornando um trovador diferente dos outros.
Há lendas que alegam ser ela a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh. 

              Quando surgiu uma aliança de mera conveniência política entre dois povos inimigos terminou se revelando um amor verdadeiro entre Bress e Brigid , nascendo desta união como fruto Rúadan, Brian , Iuchar e Iurbarba. 

          Apesar de ter com Brigid quatros filhos, Bress fez questão de ´´expurgar´´ deles qualquer sinal de mácula de fraqueza por terem nascidos ´´ mestiços´´ pelo fato de parte do seu sangue formoriano ter sido ´´misturado´´ aos dos dananianos. Assim, Rúadan, Brian , Luchar e Lurbarba foram desde cedo afastados da mãe e mesmo dos seus parentes do lado materno, sendo criados como se fossem Fomorianos.
De todos seus filhos Brigid manteve pouco contato com exceção de Rúadan que nascido fraco e franzino ficou mais tempo ao lado da mãe, desfrutando do convívio com os Tuatha Dé Danann de um modo que nunca conseguiram seus outros irmãos. Apenas na adolescência é que finalmente Rúadan finalmente passou a conviver com seus parentes paternos.


Muita embora esta tamanha hostilidade de Bress com Brigith , o fato é que ele era apaixonado por sua esposa bem como se revelou nos primeiros anos como sendo um monarca razoável dos Tuatha Dé Danann neste tempo todo que estava casado.

Infelizmente com passar do tempo Bress se revelou um tirano, apenas interessado em retirar toda a riqueza de seus súditos com altos tributos cobrados em favor dos Formorianos e nem de longe preocupado com o bem estar dos Dananianos.

Como é óbvio deduzir foi uma questão de tempo para esta situação deteriorar em direção de gerar finalmente uma guerra entre os Formorianos e os Tuatha Dé Danann. Agora entre tantas morte ocorridas neste conflito houve apenas uma que foi lamentada tanto por Formorianos como os Tuatha Dé Danann, a saber o falecimento de Rúadan.

Contam as lendas que a deusa traduziu em prosa e verso toda sua dor pelo filho perdido, entoando um canto fúnebre em seu enterro que além de ser considerada a mais bela poesia já escrita também era de trazer lágrimas e obscurecer o coração do mais insensível entre o seres.


Ao final da guerra com os Fir Bolgs os Tuatha Dé Danann finalmente tinham conquistado um espaço para firmar seu reino, porém, pairando sobre suas cabeças havia tanto a ameaça dos Fomorianos de virem em socorro de seu aliados (os Fir Bolgs ) quanto passavam por sérios problemas ligados a buscar um sucessor ao Rei Nuada que estava segundo as tradições dananianas impossibilitado em continuar como monarca daquele povo por conta de seu grave ferimento em combate que rendeu a amputação da mão.

A solução para este grave problema surgiu das mãos de Dagma, regente por tantos anos dos dananianos antes de passar o poder para o jovem guerreiro Nuada, onde o velho rei sugeriu forjar uma aliança com os Formorianos a partir do casamento de sua filha Brigid com o guerreiro Bress ( filho do Rei Elethan ) onde seria oferecido como dote o direito dele ser o monarca dos Tuatha Dé Danann em sucessão de Nuada.

De outro lado com este casamento é certo que Dagma garantiu de certa maneira o retorno de sua família ao poder, o que não poderia ter conseguido de outro modo seja por conta de sua idade avançada quanto não ter filhos varões ao trono. Sem esquecer o não menos importante fato que Bress abdicasse ou morresse seria Dagma a assumir a posição de regente até quando seus netos crescessem.

  
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A Deusa era ainda uma grande guerreira que afugentava as tropas inimigas de qualquer exército quando era invocada, e também, infundia valor ao exército que apadrinhava. Brigid apareci freqüentemente de maneira imensa e feroz lançando gritos de raiva frente aos exércitos que pretendia afugentar. Desse mesmo modo, os Celtas antes das batalhas lançavam gritos selvagens e ininteligíveis com o único propósito de amedrontar à seus adversários.

Algumas vezes, Brigid é identificada com Danann (Deusa principal, Mãe dos Deuses da Tradição Celta) e é considerada como a Mãe de todas as coisas.

Lady Gregogy, em "Gods an Fighting Men", diz dela:

" Brigit...era uma poetisa, e os poetas a adoravam, pois seu domínio era muito grande e muito nobre. E, era assim mesmo, uma curadora, e realiza trabalhos de ferreiro, fui ela quem deu o primeiro assobio para chamar-se uns aos outros no meio da noite. E, um lado de seu rosto era feio, porém o outro muito belo. E, o significado de seu nome era Breo-saighit, flecha de fogo".


A data exata do início de seu culto pagão é desconhecida. Acredita-se que foi há milênios, sendo uma das deusas mais antigas, “contemporânea” de Inanna, Ishtar, Ísis, Hera, Gaia e Freyja. Suas lendas se desenvolveram ao longo de várias gerações e, mesmo truncadas ou distorcidas pelos monges e historiadores cristãos, acabam por preservar fragmentos de sua esquecida sabedoria e poder. Muitas das lendas da Santa são compilações dos mitos da Deusa, mescladas a elementos cristãos, com o propósito de atrair pagãos celtas para o cristianismo. Referências escritas surgiram apenas vários séculos depois da sua morte e reúnem histórias confusas sobre sua suposta identidade, sendo considerada ora a parteira e madrinha de Jesus (mesmo tendo nascido séculos após), ora a própria Maria. 


O arquétipo complexo de Brigid – a mais cultuada das deusas celtas – amalgamou vários aspectos das antigas deusas irlandesas (como Danu, Macha, Morrigan). Entretanto, ela é uma divindade tão intensamente relacionada à sacralidade feminina que a nenhum homem era permitido ultrapassar a cerca ao redor do seu santuário. Deusa soberana da terra, do fogo celeste e telúrico, das fontes (cura, fertilidade, prosperidade), ela ficou mais conhecida como Deusa Tríplice das artes (poesia, canto, tecelagem), cura (mistérios das ervas, purificação e renovação pela água), magia e profecia, ou como a Senhora do fogo tríplice: da inspiração (como Musa), forja (padroeira da metalurgia) e lareira (protetora das casas, mulheres e família).
Uma composição de personagens irlandeses e galeses deu origem à Santa, cujo principal título era ”Brigid do manto verde e dos cabelos de ouro (ou fogo)”, traços marcantes das imagens da Deusa. Ela supostamente nasceu entre os anos de 439 e 452 e morreu entre 518 e 525 de nossa era, sendo filha de um druida e de uma escrava pagã. Era uma moça generosa, sem interesse em namoros, apenas na vida religiosa.

Tornou-se freira, depois abadessa e criou uma comunidade com outras sete virgens em Cill Dara (atual Kildare), Irlanda, que cresceu até se transformar em um grande mosteiro, primeiro centro irlandês de estudos e artes. Sua vida foi repleta de milagres, que reproduziam os atributos da Deusa (fertilidade, abundância, cura, o dom de falar com animais, a chama eterna no seu altar cuidado por 19 freiras), com especial ênfase no auxílio a mulheres, pobres e doentes. Sua representação como Santa tem elementos reais e míticos, mas foi através dela que a igreja cristã celta permitiu a perpetuação – de maneira velada e adaptada – da reverência e culto da deusa Brigid.

Os brigantes eram uma confederação de tribos celtas que se instalou na Armórica (França) Grã-Bretanha e no sul da Irlanda… O nome dessa tribo deriva da Deusa Brigantia, que é aparentemente mais uma variação do nome Brighid. Na Gália, a Deusa Brigindo é outra faceta desta deidade, enquanto que Brigantia é o nome original das cidades de Bragança em Portugal e de La Coruña na Galícia (Espanha). 

No ano de 450, Brigith foi transformada em Santa Brígida pelo cristianismo que não conseguia impedir o culto a Deusa pagã. A biografia dessa santa foi escrita por Cogitosus – que credita a data da morte da santa cristã ao dia 01 de fevereiro, data está em que era comemorado o Festival do Fogo em homenagem a Deusa pagã.

A história da Santa Brigida é na verdade cheia de contradições, uma vez que boa parte de sua biografia é baseada na história da Deusa e alguns elementos que são facilmente compreendidos a partir do paganismo, torna-se estranhos para os fundamentos cristão…

Imbolc ou Oilmec é um dos quatro festivais religiosos celtas, é também um dos oito sabbats da religião Wicca. É o festival em homenagem à Deusa Brighid (Briga, Brigit e suas variações). É quando a terra está se recuperando do inverno, e o Sol se fortalecendo para a primavera. Época de festas alegres, tochas e fogueias, comidas condimentadas e sucos e vinhos de sabores marcantes. É comemorado tradicionalmente no dia 2 de fevereiro, no Hemisfério Norte, e 1º de agosto, no Hemisfério Sul. É também chamado de Festival da Noiva, é a época de início do processo de aragem da terra e do plantio. 




Esse é um mito de Brigit retirado do "The Storyteller's Goddess"Nele é muito bem descrito as qualidades da Deusa Brigit.

Há muito tempo atrás, na primeira rachadura da rosa em uma jovem manhã, próximo às águas do poço mágico, Brigit entrou no mundo com suas mãos à espera das nove irmãs que balançavam e cantavam com um grande círculo em torno delas. As águas do poço mágico balbuciavam sua alegria.

Levantou-se uma coluna de fogo acima da cabeça da nova Deusa que se estendeu até os céusBrigit ergueu as duas mãos e rompeu uma pluma de fogo de sua coroa que caiu no chão bem à sua frente. Ali a pluma pulou e brilhou, criando  o coração da casa da Deusa.

Então, a partir do fogo de sua lareira, Brigit usou as duas mãos para desenhar uma língua saltando de calor, engoliu-a, e sentiu o fogo queimar em seu coração. Lá estava a Deusa do fogo, coroando a cabeça, lambendo-se dentro do seu coração, brilhando, atirando chamas a partir de suas mãos, e dançando na lareira à sua frente.

As nove irmãs cantarolavam, as águas do poço mágico tremeram e Brigit construiu uma chaminé de tijolos sobre sua lareira. Em seguida, sobre a chaminé, ela construiu um telhado de sapé e paredes de pedra. E foi assim que pelas águas do poço mágico da Deusa, terminou-se a construção da casa em que ela mantém os quatro incêndios que serviram o seu povo para sempre. O fogo nas mãos de Brigit, deu origem a Arte de dar forma ao Ferro. O fogo na lareira e as águas de sua magia deram origem aos chás curativos. O fogo que ficava sobre a sua cabeça deu origem à escrita e poesia. O fogo de seu coração espalhou o calor da compaixão.

A palavra dos dons com o fogo de Brigit viajou entre os povoados. As pessoas se reuniram com ela para aprender o segredo de usar o fogo para amolecer o ferro e a dobrá-lo para as formas de seus desejos. As pessoas chamaram essa técnica de ourivesaria, e eles fizeram rodas, panelas e ferramentas que não quebravam.

Todas as plantas medicinais da Terra se reuniam na casa da Deusa. Com suas folhas, flores, cascas e raízes, e suas águas mágicas, Bridget fez os chás curativos. Ela deu à um menino com dentes fracos o chá da raiz do dente. Ela deu a uma jovem mulher o chá da folha de framboesa para ajudar seu ventre a carregar seu filho. Deu a um idoso, um bastão em cada mão para ajudá-lo a  ficar de pé, Brigit tirou sua dor com casca de Wintergreen e suco de cereja preta para o reumatismo. Ela deu  confrei para uma menina com uma perna quebrada e cohosh azul para trazer seus sangues sem cólicas. As pessoas queriam as receitas de Brigit.


O fogo sobre a cabeça de Brigit brilhou. Ela pegou um enegrecido pedaço de pau e fez marcas com ele em uma peça plana de casca. "Estas são as escritas, as marcas que falam" disse ela. "Elas são a maneira de re-lembrar o que vocês não querem esquecer. "
Com essas marcas que falam, o povo conseguiu escrever as histórias que aconteciam entre eles
 Uma vez dois homens com histórias terríveis de lepra foram ao encontro de Brigit. "Banhe-se no meu bem." Brigit disse ao primeiro homem. conforme as águas de Brigit tocavam o corpo do homem, a pele voltava a ser como era.  
 "Agora banhe seu amigo", disse Brigit.
Repulso, o homem se afastou de seu amigo e disse: "- Eu não posso tocá-lo".
"- Então você não está realmente curado", disse a Deusa. E ela deu ao primeiro homem sua lepra de volta e curou o segundo homem. "Volte para mim com compaixão ", ela disse ao primeiro homem. "Você ainda não encontrou sua cura."  
Todos os anos no solstício de inverno as pessoas celebram seu poço de sabedoria e seus fogos sobre a mão, lareira, cabeça e coração. "Obrigado Brigit pelos presentes que nos concedeu, pelos chás de cura, pela escrita e compaixão. Que você possa viver com seus incêndios em sua casa e com as águas de sua magia para sempre. BLESSED BE"

                                                      

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2 comentários

  1. meajudou muito...parabens otima exolicaçãp

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  2. Olá, acabei de fazer uma escultur da deusa celta brigid a pedido de uma cliente, sou artista plástica e estou à disposição para encomendas. As esculturas são peças únicas. Interessados em conhecer, meu ateliê está no instagram @artistasdomar. Grata. Raquel

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